sexta-feira, 31 de outubro de 2014

"Anônimos" conseguem emprego e até vivem de páginas no Facebook; conheça


  • Usuários fazem sucesso no Facebook com conteúdo próprio ou de seguidores
    Usuários fazem sucesso no Facebook com conteúdo próprio ou de seguidores
Não é novidade que marcas e celebridades também sejam famosas em perfis de redes sociais. No entanto, há "anônimos" que conseguem se dar bem no Facebook desenvolvendo um conteúdo próprio ou reunindo postagens de outros usuários.
Para saber quem são as pessoas responsáveis por algumas dessas páginas, oUOL Tecnologia falou com administradores de fanpages com mais de 3 milhões de curtidas. Dentre eles, há pessoas que vivem apenas disso, gente que usou o sucesso na rede como portfólio para arranjar emprego e pessoas que veem a página apenas como um hobby. Conheça:

Quer café? - Glauber Rocha, 29, advogado
Divulgação
Glauber Rocha criou em 2012 a página Quer café?

"Pensei que seria legal usar esse nome, pois estamos oferecendo algo para as pessoas", diz o criador da página no Facebook.
Apesar de Rocha ser do centro-oeste, o maior público do perfil é de pessoas que moram no Rio de Janeiro e em São Paulo, segundo o criador.
Boa parte do conteúdo postado vem de sugestões dos próprios leitores. Glauber estima que 90% dos posts provêm de dicas de seguidores, enquanto o restante é criado por ele ou pela Graziela Marques, 23, sua irmã, que o ajuda na administração da página. Mesmo com toda repercussão, o perfil no Facebook não gera nenhum tipo de renda para os autores, que gastam cerca de duas horas por dia para moderar comentários agressivos.
"Nossa preocupação é colocar mensagens motivacionais, conteúdo de humor e alguma coisa sobre política. Um dos critérios que utilizamos é se uma família poderá ver a postagem", explicou. A página tem mais de 4,8 milhões de curtidas

Indiretas do Bem - Ariane freitas, 24 e Jessica Grecco, 25
Divulgação
Ariane Freitas e Jessica Grecco criaram o Indiretas do Bem em 2012

As administradoras tiveram a ideia de criar a página após reparar nas constantes brigas de amigos na timeline do Facebook. Elas pensaram que seria legal criar uma page que falasse de assuntos bons, usando indiretas do bem.
A fanpage, que começou em 2012, já soma mais de 4,7 milhões de curtidas. Para elas, o sucesso da página vem dos assuntos abordados. "Percebemos que várias pessoas sentiam falta de um ambiente positivo, para falar bem umas das outras. Por isso a página se tornou uma válvula de escape para muitas delas", afirmou Jessica.
A Indiretas do Bem não se restringe apenas ao Facebook. Com o tempo, as administradoras criaram um blog, um perfil no Instagram e ainda vendem produtos, como canecas e almofadas.

Pretinho do Poder - Betto Gonçalves Galvão, 23, publicitário
Reprodução/Facebook
Baiano Betto Gonçalves Galvão criou a página Pretinho do Poder em 2011

A página, criada em 2011, foi uma forma do publicitário baiano Betto Gonçalves Galvão ajudar a promover seus amigos negros que são modelos e atores, mas não tinham um espaço no Facebook. O conteúdo segmentado fez sucesso e a "maior fanpage negra do Brasil", como descreve o dono da página, já atingiu mais de 4,6 milhões de curtidas.
Galvão conta com a ajuda de seu irmão, que escolhe as fotos que ele acha que vai receber uma boa quantidade de curtidas, sobretudo vindas do público feminino.
Na maior parte do tempo, o dono da página dedica-se ao seu trabalho na área de marketing de uma rádio. Para complementar renda, o autor organiza festas temáticas em Salvador, como o "Luau do Poder", e disse que vai criar uma marca de roupa com o mesmo nome da fanpage em setembro.

Gina Indelicada - Henrique Lopes, 21, produtor publicitário
Divulgação
Henrique Lopes, 21, é o criador da página Gina Indelicada

"Um dia estava em casa, abri o armário e vi a caixa de palito", foi assim que Lopes teve a ideia de usar a "Gina", da caixa de palito, como símbolo.
O perfil começou em 2012 com alguns diálogos falsos no chat do Facebook, e já naquela época fez bastante sucesso. "Em uma semana, consegui um milhão de fãs. Depois vieram entrevistas para 'Forbes' e vários veículos nacionais", explica. A personagem já tem mais de 4,4 milhões de curtidas.
A repercussão fez com que Henrique Lopes fosse contratado por agências de marketing digital. No entanto, segundo ele, a Gina tomava tanto seu tempo que, recentemente, decidiu dedicar-se apenas ao perfil. A renda do criador da página vem de dinheiro de parcerias comerciais, consultorias e participações em eventos por diversas partes do Brasil.

Fatos Desconhecidos - Luiz Phellype Alves, 21, programador
Reprodução/Facebook
Luiz Phellype Alves, 21, criador da fanpage Fatos Desconhecidos

A página Fatos Desconhecidos, criada por Luiz Phellype Alves, 21, "distribui pílulas de informações curiosas". Criada em dezembro de 2012, Alves diz que no início apenas ele postava conteúdos e, com o tempo, a atividade começou a ficar séria. Atualmente, há 12 pessoas envolvidas nas publicações.
Além de administrar a página, Alves diz que trabalha como programador e que investe em alcance no Facebook (para ter mais visibilidade), pois "quem não paga não tem alcance decente", afirma. Atualmente, há mais de 4,3 milhões de curtidas.
Sobre o sucesso da fanpage, ele acredita que um dos principais motivos é mexer com uma característica comum a todos. "Não existe uma pessoa nesse mundo que não seja curiosa."

Bode Gaiato - Breno Melo, 20, publicitário 
Divulgação
Breno Melo é o criador do perfil Bode Gaiato

A página humorística Bode Gaiato começou em janeiro de 2013 como uma brincadeira. "Pensei em criar um personagem nordestino para retratar de forma engraçada as situações cotidianas e o bode veio logo à cabeça", explica Melo sobre a ideia da criação.
Melo dedica-se inteiramente ao personagem e tem parceria com a AMA, uma agência de mídias sociais que negocia contratos de publicidade para a fanpage.
Com pouco mais de 4 milhões de curtidas, o dono da página diz que a maioria da postagens é feita por ele. No entanto, os seguidores têm grande participação no envio de sugestões de publicações.

Chapolin Sincero - Renan Schwarz, 22, analista de mídias sociais 
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Renan Schwarz é o autor por trás do perfil Chapolin sincero

O perfil Chapolin Sincero começou com uma tentativa de fazer um portfólio para a faculdade. "Estudava publicidade e precisa de um bom case para entrar no mercado de trabalho. Com o perfil, consegui visibilidade", explica Schwarz. Atualmente, ele é um dos responsáveis pela presença online dos artistas da Talismã, empresa do cantor Leonardo.
Para o dono da página, os mais de 3,4 milhões de curtidas têm relação direta com o personagem. "Ele é muito carismático. Percebi que o olhar dele nas fotos combinava bastante com as frases. Talvez tenha viralizado pela identificação das pessoas com o conteúdo."
A página é alimentada pelo dono e por seu amigo, Fabio Veloso.  Apesar dos milhões de curtidas, a fanpage é levada como um hobby e eles dizem não ganhar dinheiro com parcerias ou eventos.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

"Coração" de loft em NY é estúdio de arte e coleção de pinturas


  • Loft no Chelsea, em Manhattan, tem espaço para a criação e a exposição de pinturas
    Loft no Chelsea, em Manhattan, tem espaço para a criação e a exposição de pinturas
É difícil acreditar, mas houve um tempo em que ser um artista morto de fome em Nova York poderia trazer vantagens imobiliárias. Tom Levine é prova disso. Em 1974, Tom se mudou de Cincinnati para NY seguindo seu irmão mais velho, James, maestro e diretor musical de longa data da Metropolitan Opera. Mais jovem Tom, pintor abstrato, passou a residir na Greene Street, no SoHo, em um loft com 140 m² e pelo qual ele pagava US$ 165 mensais.
 "Havia dois restaurantes", relembra Tom, de 68 anos, "o Fanelli Café, que ainda está lá, e o Food, que era administrado por artistas. Não havia carros nas ruas. Era ótimo". O pintor e seus companheiros inquilinos se reuniram e compraram o edifício e, lá, ele morou por décadas. Quando em 2002, finalmente, Tom se desinteressou pelo espaço e seus vizinhos incluíam mais advogados do que artistas, vendeu o apartamento obtendo um bom lucro.

A venda, aliás, lhe deu fundos suficientes para pagar a entrada de sua atual residência: um loft de US$ 2,7 milhões e 500 m² no Chelsea, que ocupa um andar inteiro do que foram, certa vez, os escritórios administrativos de uma loja de roupas.
 
A nova morada
 
Assoalhos de tábuas largas de pinho dão a sensação de um celeiro reformado ao loft, assim como a comprida mesa de fazenda na cozinha. Em torno dela estão cadeiras ao estilo "Banco da Inglaterra", que Tom conseguiu em uma loja de materiais usados. Alinhados em uma prateleira próxima repousam vários potes da ceramista Karen Karnes, uma das muitas coleções de arte folclórica (que contam ainda com máscaras africanas e gaiolas chinesas, por exemplo) em exposição no apartamento.
 
 "Eu não queria um lugar brilhante. Não é o meu estilo, nunca foi esse", afirma Tom sentado à mesa de fazenda, usando uma camiseta velha. Para criar o loft de um quarto a partir de um espaço vazio e cru, ele consultou seu amigo Bill Katz - designer que a revista W descreveu como "conselheiro da estética" de nomes como a estilista Diane von Furstenberg e o artista plástico Jasper Johns. O orçamento de Tom, no entanto, era limitado (comprar o lugar foi um grande salto financeiro, disse) e suas necessidades eram simples.
 
O futuro morador queria uma biblioteca para abrigar sua grande quantidade de livros, o que foi conseguido através de um longo corredor central no qual se alinham prateleiras do chão ao teto. Ele também precisava de um estúdio em casa onde pudesse trabalhar. O canto nordeste, com a luz constante, tornou-se um estúdio retangular tão grande que apartamentos inteiros poderiam ser esculpidos, a partir de sua massa vazia. (Em outra ala, Tom realmente criou um apartamento a parte, que subloca para cobrir parte da sua hipoteca).
 
Sobre o estúdio, Katz resume; "Eu queria construí-lo grande o suficiente para ser interpretado como o centro da existência de Tom".

O coração do loft
 
Há pouco tempo, a área do estúdio parecia especialmente cavernosa. Tom havia acabado de remover suas pinturas para uma mostra de seu trabalho na Washburn Gallery e tudo o que restou foram as grandes mesas de trabalho e um par de telas com esboços em andamento.  "Você cria em um estúdio e trabalha sozinho", diz Tom sobre sua rotina monástica diária. Com exceção de seus dois gatos, ele mora só.
 
Enquanto a arte de Tom Levine esteve ausente, as paredes foram cobertas por trabalhos de outros artistas, muitos dos quais ele admira ou conhecia, incluindo Roy Lichtenstein, Sol LeWitt, Robert Rauschenberg e Jasper Johns. Tom reverencia Johns e exibiu com entusiasmo as litografias, gravuras e telas que compõem o "santuário Jasper Johns" no escritório de sua casa.
 
A casa e o estúdio podem remeter à coroação do trabalho de um artista na Manhattan de hoje, mas Tom garante que o antigo jovem artista morto de fome que ainda existe dentro dele tinha quase desistido. Ele estava tão preocupado com o custo do loft e o pagamento da hipoteca que, em 2005, fugiu para o Chelsea Hotel e colocou o imóvel à venda.  "O negócio não deu certo", ele termina: "Melhor assim".
Tradutor: Melissa Brandão Gubel (tradução) e Daiana Dalfito (edição)

Morre aos 96 anos o designer Manuel Pertegaz

O designer Manuel Pertegaz morreu na madrugada deste sábado em Barcelona aos 96 anos de idade, segundo informaram à Agência Efe fontes de seu entorno.

O funeral acontecerá no domingo, a partir das 12h30, no cemitério do bairro de Sant Gervasi.

Sua morte representa o fim de um dos grandes professores da alta costura.

Pertegaz, que nasceu em Olba (Teruel), embora sempre tenha sido cidadão de Barcelona, onde viveu desde os 9 anos, culminou em uma das carreiras mais longas e frutíferas de um artista espanhol com o design que, talvez, seja o sonho de qualquer costureiro: vestir desde a namorada até uma futura rainha.

O costureiro foi responsável pelo traje de casamento que a Rainha Letizia usou ao se casar com Felipe VI em maio de 2004, uma encomenda que considerou um grande honra e um grande feito para uma carreira que começou quando era quase uma criança.

Quando dona Letizia elegeu Manuel Pertegaz para criar seu vestido, o designer já era um mito da alta costura, com seis décadas de sucessos, apesar de considerar a encomenda uma grande responsabilidade porque, segundo explicou então, "é um traje que passará à posteridade e nele terei colocado toda minha experiência, interesse e carinho".

Aos 13 anos, Pertegaz começou a trabalhar em uma alfaiataria de Barcelona, que abriu uma seção de moda de feminina, e foi então quando descobriu que o que mais gostava era a moda para as mulheres. A partir daí começou uma meteórica carreira que o consagrou como mestre da alta costura.

O nome de Manuel Pertegaz também estará para sempre associado a grandes atrizes da época dourada de Hollywood, como Ava Gardner, Audrey Hepburn e Paulette Goddard, a mulheres famosas da alta sociedade internacional, como Jacqueline Kennedy, Aline de Romanones, Bibis Samaranch, e à realeza, como a rainha Sofía quando ainda era princesa e a duquesa de Windsor.

Depois do pós-guerra, seus estilosos trajes de alfaiataria e seus vestidos começaram a se destacar entre as mulheres espanholas, e à medida em a economia melhorava, vestir Pertegaz era símbolo de elegância e de modernidade.

Sua maestria com a agulha fez inclusive que ele fosse convidado para suceder Christian Dior à frente da marca Dior quando o designer francês morreu de forma repentina por um ataque cardíaco, mas sempre preferiu ficar em seu escritório em Barcelona e seguir costurando em seu país.

Após o casamento dos atuais reis da Espanha, Pertegaz começou a se aposentar, mas ainda teve tempo, com 90 anos, para apresentar em Barcelona sua primeira coleção de joias, caracterizadas pelo traço do M de seu nome e os círculos, como símbolo do botão.

Em 2012 seu escritório da Avenida Diagonal de Barcelona deixou de costurar, coincidindo com a aposentadoria de suas ajudantes mais fiéis, mas o estúdio seguiu aberto.

O costureiro aposentado vivia em uma casa dos arredores de Barcelona, mas até o último momento nunca deixou de visitar seu famoso escritório. EFE.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Casa na costa da Califórnia é refúgio diário para família de construtores


  • Casa de concreto na Califórnia tem panos de vidro que permitem admirar a paisagem
    Casa de concreto na Califórnia tem panos de vidro que permitem admirar a paisagem
Quando Jonathan e Wendy Segal se mudaram para San Diego, o ano era 1984, ambos tinham 22 anos e eram recém-graduados pela Universidade de Idaho. Eles chegaram com apenas US$ 350, em um Rambler 1968 surrado, com uma das portas amarrada para se manter fechada. No entanto, enquanto dirigiam pelas ruas sinuosas da área abastada da cidade de La Jolla, olhando para as grandes casas com vista para o mar, Wendy declarou: "É isso, a nossa vizinhança dos sonhos!"
Viver na região costeira era apenas um sonho naquela época, então o casal se estabeleceu em um apartamento pequeno e localizado em uma parte menos romântica da cidade, distante cerca de 20 km da praia, e Jonathan se tornou estagiário de arquitetura, enquanto Wendy conseguiu emprego como recepcionista de uma incorporadora.

Vinte e oito anos se passaram antes que eles, finalmente, conseguissem morar na costa de La Jolla, a um quilômetro de distância da casa do ex-candidato à presidência norte-americana Mitt Romney. Os valores das propriedades (com preço médio que, atualmente, gira em torno de US$ 8,66 milhões ou cerca de US$ 14 mil por metro quadrado) por muito tempo os dissuadiu.
 
 Wendy se recorda que, há alguns anos,  ela e o marido compraram "o primeiro de uma série de lotes esquisitos" – terrenos vagos entre construções em áreas negligenciadas da cidade, que mais tarde começaram a dar retorno financeiro. Com Jonathan como designer chefe, a empresa da família, Jman, passou a construir prédios de apartamentos para locação com preços acessíveis e taxas de mercado, às vezes combinados com espaço para comércio. Wendy, o filho do casal, Matthew, de 27 anos, aprendiz de arquitetura, e sua filha, Brittany, de 25, atualmente ajudam a projetar os edifícios e a gerenciar as propriedades.
 
Como afirma Jonathan: "A forma como trabalhamos é nos portando como nossos próprios clientes, seja para o projeto, a construção, para encontrar inquilinos ou, eventualmente, para vender um edifício. Nosso negócio não tem intermediários nem aborrecimentos na coordenação, tem alta qualidade e é realizado de forma rápida a um custo muito menor".
 
Casa beira-mar
 
O casal seguiu esta filosofia para construir a casa na costa de La Jolla, onde não é incomum que os compradores derrubem construções multimilionárias para abrir espaço para novas residências. Assim como para seus empreendimentos, a família Segal apostou em um raro pedaço de terra que nunca tinha abrigado obras: um lote de 510 m² composto por pedaços das propriedades adjacentes que foram agrupados pelo proprietário anterior. Eles o compraram por US$ 1,3 milhão e, nove meses depois, se mudaram para a morada de US$ 1,2 milhão, projetada por Jonathan e construída por seu filho, responsável pela obra.

A estrutura de vidro e concreto é inspirada nos penhascos íngremes do local, afirma o arquiteto, e o material foi escolhido pela capacidade de resistir ao sal e à areia. Além disso, "ao invés de sobrecarregar o terreno", como Jonathan diz, quase metade da casa de 490 m² foi edificada – como os espaços da sala de TV e da adega – abaixo do nível do solo.
 
Jonathan também imaginou a casa como uma caixa retangular, na qual foi "esculpido" um grande espaço externo com dossel, um lugar para que as pessoas "gravitem". No interior, o concreto aparente contrasta com o calor dos armários de nogueira, todavia, ecoando a textura da madeira, as paredes rústicas têm seus próprios veios: marcas deixadas pelas formas.
 
A família Segal continuou a viver na cobertura duplex de um de seus edifícios, no centro da cidade, depois que a nova casa ficou pronta, pois era para ela ser um refúgio de final de semana. Contudo, logo que Wendy começou a se questionar sobre a necessidade de duas casas, "alguém nos fez uma oferta irrecusável pela cobertura", afirma Jonathan, e eles decidiram se mudar definitivamente para a área costeira. 
 
Dirigir os escritórios da Jman no centro da cidade, afirma Wendy, ainda dá a eles a "dose diária de energia urbana", mas "estar aqui é tão calmante", acrescenta, se referindo à bela casa onde vive. "Você ouve o oceano e os pássaros. É como uma dar uma 'escapada' de fim de semana todas as noites".
Tradutor: Melissa Brandão Gubel (tradução) e Daiana Dalfito (edição)

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Você é bem sucedido ou fracassa nas suas conversas amorosas?

Você é daqueles que:
1- Não consegue ser atraente nos bate-papos, tanto naqueles que acontecem cara a cara, como naqueles que acontecem através de aplicativos para iniciar e desenvolver relacionamentos?
2- Atrai de longe, mas quando vai conversar logo leva um fora?
3- Os inícios dos seus relacionamentos não passam do primeiro encontro?
4- Não sabe usar a conversa para trazer satisfação para os seus relacionamentos?
5- Não sabe usar a conversa para desenvolver e manter relacionamentos?
Você respondeu "Não" para todas essas perguntas? Parabéns! Você deve ser muito bom de papo. Leia este artigo e confira as suas habilidades!
Você respondeu "Sim" para uma ou mais que uma dessas perguntas? Leia esse artigo e tente identificar o tipo de erro que você está cometendo nas suas conversas.
A conversa é o principal tipo de relacionamento social
A maioria das interações humanas acontece através da conversa. Além disso, a conversa é capaz de proporcionar grandes satisfações ou grandes sofrimentos para os interlocutores. Por esses dois motivos, a boa conversa é um dos principais pilares de todos os tipos de relacionamentos pessoais.
Para haver uma boa conversa, é necessário que a comunicação não verbal seja eficiente, ouvir ativamente, falar coisas interessantes e agradáveis e não falar coisas inapropriadas.
Neste artigo, vou tratar dos principais acertos e erros verbais e não verbais que podem acontecer durante uma conversa. Os acertos contribuem para o sucesso do relacionamento. Os erros podem gerar consequências muito desagradáveis como, por exemplo, a reprovação durante as tentativas para iniciar relacionamentos amorosos ou o fracasso das tentativas para manter e desenvolver relacionamentos amorosos.

O teste da conversa para iniciar relacionamentos amorosos

Um relacionamento amoroso pode começar de três formas:
1- Flertar à distância e ser correspondido. Parabéns! Depois disso, é hora de fazer a abordagem e começar a conversar.
2- Ser apresentado para alguém atraente. Que ótimo! Esta é uma boa oportunidade para impressionar bem essa pessoa e, assim, iniciar um relacionamento com ela. Para que isso aconteça, é muito importante sair-se bem na conversa que está sendo iniciada com ela.
3- Já conhecer uma pessoa que seja atraente na área amorosa. Quando surge uma boa oportunidade para conversar com ela, é possível flertar durante a conversa para tentar iniciar um relacionamento amoroso com ela.
Pois bem, nestas três situações descritas acima, a conversa funciona como “teste” obrigatório para passar de fase, ferramenta para cativar a parceira e meio para flertar com ela. Caso a conversa seja bem sucedida, o relacionamento pode passar para o estágio seguinte: foi dado início ao relacionamento amoroso.

O que fazer para desenvolver uma boa conversa

Algumas das principais medidas para desenvolver uma boa conversa são as seguintes:
Mostrar disponibilidade para conversar. Maneiras de fazer isso: dizer ou dar a entender que está com tempo disponível para conversar; pedir para conversar com o interlocutor; parar o que está fazendo para dar atenção para o interlocutor; acomodar-se para conversar confortavelmente por um bom tempo (sentar-se, encostar-se a uma parede, etc.).
Mostrar disposição para conversar: mostrar entusiasmo para conversar, introduzir assuntos, assumir a mesma posição do interlocutor (por exemplo, sentar-se quando ele estiver sentado ou ficar em pé, caso ele esteja em pé), assumir distância apropriada para este tipo de atividade, orientar a frente do corpo na direção do interlocutor.
Apresentar sinais que indicam que você está acompanhando e entendendo o que o interlocutor está comunicando: anuir com a cabeça nas horas certas; emitir vocalizações que indicam que está acompanhando o que o interlocutor está dizendo (hum, hum,), apresentar perguntas pertinentes, etc.
Ajudar o falante a gerenciar a sua comunicação. Para isso, o ouvinte deve apresentar mensagens do tipo: fale mais, fale menos, apresente mais detalhes, explique melhor.
Ajudar o falante a desenvolver a sua comunicação: pedir exemplos, pedir esclarecimentos, resumir o que ele disse (o resumo mostra que o ouvinte entendeu o que o interlocutor comunicou, estimula novos desenvolvimentos dos tópicos já apresentados, fornece “ganchos” para que ele continue a falar, etc.).
Motivar o falante para continuar a falar. Quanto mais o falante verifica que a sua comunicação está produzindo os efeitos pretendidos no ouvinte, maior a sua motivação. Aqueles ouvintes que ajudam a comunicação do falante, que estimulam a sua criatividade e inteligência, são aqueles que mais contribuem para o sucesso do falante.

Erros passivos e ativos cometidos durante a conversa

Um erro é cometido quando a maneira de agir não é coerente com os objetivos de quem age. Por exemplo, um interlocutor está motivado para continuar a conversa, mas age de modo a desestimulá-la.
Os erros cometidos durante o relacionamento podem ser classificados como passivos ou ativos.
Erro passivo: deixar de fazer algo que deveria ser feito. Por exemplo, deixar de reagir a algo interessante que o interlocutor disse e, por isso, desestimulá-lo a prosseguir com o assunto ou com a conversa.
Erro ativo: fazer algo que não deveria ser feito. Exemplos: falar o tempo todo e pressionar o interlocutor para agir em um nível de intimidade que é desconfortável para ele.

Erros passivos

Alguns dos principais erros passivos que são cometidos na conversa são os seguintes:
Conversar em um lugar que não dê para interagir satisfatoriamente com o interlocutor: um lugar barulhento, por exemplo. Para completar o desastre, vá a um lugar que não tenha atrativos. Ai a tortura será completa. Por exemplo, marcar a conversa em um lugar onde não é possível sentar, não dá para comer, não dá para conversar, não há nada interessante para se fazer. Ou seja, neste lugar não é possível conversar por causa do barulho, é desconfortável e não há nada agradável para fazer.
Não estimular a conversa. Não repercutir o que foi dito pelo interlocutor; não fazer o papel de ouvinte ativo (por exemplo, não apresentar perguntas); monopolizar a fala, os assuntos e a forma da conversa; não compartilhar pensamentos e sentimos no nível adequado de intimidade para o relacionamento e para as circunstância presentes.
Não propor assuntos. Isso vai dar a impressão que você não quer prolongar a conversa, que você não há nada que esteja afetando você e que você não tem  gosto pessoal pelas coisas e pela vida.
Responder o mínimo possível: dê respostas mais curtas possíveis, monossilábicas, de preferência. Assim você vai desestimular novas perguntas e dar sinais que não quer conversar. Assim, também, se o interlocutor insistir em apresentar novas perguntas, a conversa vai se tornar um interrogatório muito desagradável para ambas as partes.
Não apresentar informações gratuitas (informações fornecidas sem que tenham sido solicitadas): responda só o que foi perguntado. Assim o interlocutor não vai ter ganchos para continuar a conversa
Só apresentar informações gratuitas impessoais. Por exemplo, quando o interlocutor perguntar onde você mora, dê o nome da rua, bairro um ponto de referência conhecido, ao invés de dar o nome da rua e dizer que gosta do local, que está lá desde que nasceu. Assim a conversa ficará impessoal e superficial.
Não apresentar feedback para a comunicação. Não deixe o seu interlocutor saber como aquilo que ele comunicou afetou você (o feedback para a comunicação do interlocutor é a expressão dos sentimentos e pensamentos que foram provocados pela comunicação que ele apresentou antes). Assim, ele vai ficar sem saber o que você a respeito do que ele disse e o qual impacto a sua comunicação teve em você.
Só falar coisas convencionais e socialmente aprovadas. “Bons tempos aqueles”, “Faz tempo que não chove”, etc. Esta forma de agir vai tornar a conversa e a sua comunicação totalmente sem graça e insípidas.
Não mostrar interesse e prazer em conhecer o seu interlocutor. Não pergunte nada sobre ele ( o que ele faz, o que acha das coisas, etc.). O que importa é você e o seu ponto de vista.

Erros ativos

Adotar um nível inadequado intimidade: adotar um nível muito alto ou muito baixo de intimidade para aquele interlocutor e para aquela circunstância.
Ser rápido ou lento demais nas tentativas para estabelecer intimidade. Por exemplo, tentar, muito rapidamente, ver se ela topa sexo. Procurar sondar, muito rapidamente, se ele topa um relacionamento sério ou se ele só quer ficar.
Apresentar muitas perguntas fechadas - aquelas perguntas cujas respostas são “Sim” ou “Não”, “Hoje” ou “Depois”, “Dez anos”, etc.
Monopolizar a fala: o tempo de fala (você fala mais tempo do que o interlocutor), o modo da fala (por exemplo, perguntas e respostas).
Ser desagradável. Por exemplo, seja irônico com o interlocutor, contradiga-o sempre que possível; procure intimidá-lo e ridicularizar seus pontos de vista. Mostre-se superior
Você tem dificuldades para passar nos testes da conversa e para usar a conversa para manter e estimular seus relacionamentos? Procure a ajuda de um psicólogo.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Escola para pais vai além das dúvidas do curso de gestante

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    As escolas de pais promovem debates de temas comuns do ambiente familiar
    As escolas de pais promovem debates de temas comuns do ambiente familiar
Ensinar pais de primeira viagem a cuidarem de recém-nascidos já não é novidade. Os cursos de gestantes confortam homens e mulheres inseguros com todos os aspectos de uma gestação, esclarecendo detalhes do parto e dos cuidados com a saúde do bebê ao nascer. A questão é que, com a passagem do tempo, as dúvidas –principalmente às que dizem respeito à educação– crescem na mesma velocidade das crianças. E a preocupação de trocar a fralda ou dar banho se torna pequena diante de outros tantos desafios que envolvem a criação de um filho.
Foi para atender a essa necessidade que surgiram as escolas de pais, instituições que promovem o debate de temas comuns no ambiente familiar, com o respaldo de psicólogos, pedagogos, médicos ou apenas de pais experientes.
"A escola ajuda os pais a agirem de forma mais consciente na educação dos filhos. Os temas são eleitos conforme as necessidades e angústias do grupo. A questão da sexualidade precoce, o impacto da mídia eletrônica sobre a formação da criança, as relações entre os irmãos e até dependências químicas, por exemplo, são assuntos que podem entrar em pauta", afirma a médica e terapeuta Ana Paula Cury, uma das fundadoras da escola de pais da Escola Waldorf Rudolf Steiner, em São Paulo, e coordenadora das aulas.
Na Rudolf Steiner, a iniciativa nasceu em 2009. Hoje em dia, cerca de 40 pais frequentam assiduamente os encontros semanais, gratuitos e abertos às famílias dos alunos.
Já a Escola de Pais do Brasil, com seccionais espalhadas por 70 municípios, funciona de maneira um pouco diferente, mas com o mesmo objetivo. Na instituição, sem fins lucrativos, casais voluntários são treinados para dar cursos gratuitos a pais, mães e educadores em diversas localidades. "Os círculos de debates podem ocorrer em qualquer lugar onde for possível reunir alunos: escolas, paróquias, condomínios, igrejas. Não temos absolutamente nenhuma restrição", diz o presidente da entidade, Djalma Navarro Falcão.
O curso tem duração fixa: são oito encontros, que acontecem uma vez por semana, à noite. Para dar as aulas, os voluntários precisam ter frequentado a escola, mas também devem concluir um curso de capacitação dado pela própria entidade, além de ter boa formação intelectual. "Há médicos, pedagogos e também economistas. São pessoas com disposição para continuar estudando sempre, porque fazemos aperfeiçoamentos semestrais", fala Falcão.
Também é possível encontrar outros formatos de cursos, como os oferecidos pelo Mamusca, em São Paulo, um espaço onde as crianças podem brincar e aprender. No local, em horários alternativos, os pais podem assistir a palestras pagas, que abordam a criação dos filhos em seus mais diferentes aspectos.
"Nós orientamos os pais a lidarem com situações adversas, desde um acidente até uma briga entre irmãos. O objetivo das oficinas e palestras é dar ferramentas para eles agirem por conta própria, nas situações mais desafiadoras", declara a proprietária do espaço, Elisa Roorda.
Nas três escolas, a participação majoritária ainda é de mulheres, embora os pais estejam gradativamente se juntando ao grupo de alunos. "Temos muitos avós que participam também, porque eles estão cada vez mais jovens e cuidam dos netos", afirma Falcão.

Novo modelo de escola para novos pais

As longas jornadas de trabalho, a grande quantidade de informação disponível para consulta e uma profunda mudança no cenário social respondem pela insegurança dos pais da atualidade, que buscam novas referências para educarem seus filhos.
"A estrutura familiar de hoje é bem diferente. Os núcleos estão menores e mais isolados, não há tanta interferência de outros parentes na educação. Os pais também têm menos filhos, o que permite que se dediquem mais à criação de cada um", diz Elisa.
"Outro tipo de família muito comum são as reconstituídas, quando o casal se separou e casou novamente e, nesse encontro, traz filhos de uniões diferentes. Com o novo arranjo, surgem também novos desafios", diz o presidente da Escola de Pais do Brasil, Djalma Navarro Falcão.
Há, ainda, nos pais de primeira viagem contemporâneos, um grande medo de errar, o que os motiva a buscar uma entidade capaz de ensinar aquilo que não se aprende em escolas comuns. No entanto, para a psicanalista infantil Anne Lise Scappaticci, doutora em saúde mental pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), o grande trunfo desses cursos não é a função pedagógica, mas a capacidade de viabilizar trocas de conhecimentos entre os pais.
"Ao dividir angústias e problemas, muitas vezes, os pais passam a se sentir menos culpados, porque percebem que não são os únicos a vivenciarem o mesmo tipo de situação. O simples fato de compartilhar experiências ajuda a diminuir muito a ansiedade", afirma Anne.
Elisa Roorda concorda com a afirmação. "Os pais geralmente saem daqui tranquilos por terem mais informações, mas também porque se sentem mais à vontade para falarem de suas dificuldades, ao perceberem que outras famílias lidam com isso também. Não são poucos os casais que saem amigos daqui."

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Conheça as sete modelos brasileiras que mais fazem sucesso lá fora

A beleza das mulheres brasileiras faz sucesso na moda internacional. Nomes como Adriana Lima e Alessandra Ambrosio ganham milhões de dólares por ano e Gisele Bündchen é, há 12 anos, a modelo mais bem paga do mundo. A seguir, veja quem são as sete modelos que mais fazem sucesso no Brasil e no exterior.
Sete modelos que mais fazem sucesso no exterior
  • Divulgação/TV Globo
    Gisele Bündchen
    A modelo gaúcha ocupa, desde 2002, o primeiro lugar na lista Forbes de modelos mais bem pagas do mundo e, no último ano, faturou 47 milhões de dólares. Aos 34 anos, já estampou mais de 500 capas de revista e não sai da cama por um cachê menor do que 128 mil dólares por dia. Devido seu imenso sucesso, Gisele recebeu o título de "übermodel", termo que significa que ela está acima das "top models" Foto: Divulgação/TV Globo
  • Getty Images
    Adriana Lima
    A segunda modelo brasileira mais bem paga do mundo é a baiana Adriana Lima, que faturou 8 milhões de dólares no último ano. Na Victoria's Secret desde 2000, ela é a "angel" que está há mais tempo desfilando para a marca. Aos 33 anos, é considerada uma das modelos mais sexies do mundo, segundo o site "Models.com", e sua capa para a "QG" foi uma das que mais vendeu na história da revista Foto: Getty Images
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    Alessandra Ambrosio
    Descoberta aos 12 anos de idade, um de seus primeiros trabalhos foi para a revista "Capricho", em 1995. Hoje, aos 33 anos, teve um faturamento 5 milhões de dólares no último ano. Assim como Adriana Lima, ela é uma das principais "angels" da Victoria's Secret e já desfilou para marcas como Dior, Chanel, Louis Vuitton, Prada e Dolce & Gabbana Foto: Getty Images
  • Getty Images
    Isabeli Fontana
    A curitibana de 31 anos começou sua carreira aos 13 anos e ganhou destaque internacional em 1999, ao estrelar a campanha da Valentino e ser capa da revista "Vogue" Paris, em 2002. Já trabalhou para grandes marcas como Balenciaga, Louis Vuitton, Bottega Veneta, Chanel, Dolce & Gabbana e outras Foto: Getty Images
  • Getty Images
    Raquel Zimmermann
    Por anos considerada a modelo "número um" do mundo pelo site "Models.com", a gaúcha é a musa da dupla de fotógrafos Inez van Lamsweerde e Vinoodh Matadin. Participou do clipe "Born This Way", da cantora Lady Gaga, e acumula trabalhos para importantes marcas como Balenciaga, Versace, Hermès, Valentino e Saint Laurent Foto: Getty Images
  • Antônio Scorza/UOL
    Izabel Goulart
    Nascida em São Carlos, interior de São Paulo (SP), a modelo chama a atenção por sua beleza saudável, com pele bronzeada e aparência física forte. É conhecida internacionalmente por ter sido uma "angel" Victoria's Secret entre 2005 e 2008 e pelo seu trabalho com a grife Armani Exchange Foto: Antônio Scorza/UOL
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    Caroline Trentini
    A modelo de 27 anos é "queridinha" da editora da revista "Vogue" Anna Wintour. Foi descoberta em 2002 e teve sua carreira impulsionada ao posar para a campanha da Marc by Marc Jacobs, fotografada por Juergen Teller. Louis Vuitton, Valentino, Versace, Chanel e Dior são algumas marcas que a gaúcha tem no currículo Foto: Getty Images